29 de junho de 2016

Fat + Ugly = me

O que se pode esperar de um enorme fracasso como eu? Não sei se é pela característica de alguém do signo de virgem, ou se é algo totalmente meu.  Sei que nunca conto o lado positivo, de absolutamente nada. Tem sido assim com relação ao meu peso. Comer tem sido uma fuga, um escape... Um escape muito mal planejado de fato. Mas tem sido isso... É horrível vir aqui e falar sobre isso, mas porque eu vou esconder, sendo que as marcas no meu pulso falam sobre isto. Eu engordei, eu me escondi numa casca dura de dor, e mentiras. Me prometi tantas coisas, e falhei em todas. Ultimamente tenho sonhado, que muitas outras meninas me julgavam. Nem mesmo dormir eu posso, porque a vida precisa destruir ainda mais essa garota. 
Sou uma vergonha como filha, como esposa, como irmã, como sobrinha, como mulher.. Sou apenas uma enorme carga de vergonha. Mas é impossivel eu cruzar as pernas, e esperar engorda ainda mais e virar uma obesa. Impossivel. Tudo me diz para esquecer, porque sempre serei está gorda depressiva. Mas algo lá no fundo de mim diz, que preciso persisti pelo meu próprio "bem". Ficar mais gorda não vai melhorar nada, e nem magra creio eu. Porém, eu pelo menos talvez não sentirei tanto nojo de mim mesma. O medo de vestir mais do que 40, é terrivelmente assustador. Então não adianta chorar, ou me retalhar feito uma vaca que vai pro matadouro ( aí que pensamento horrível ). Então hoje, era pra ser ontem, mas eu sou muito rídicula. Como eu dizia, hoje iniciei algumas coisas, que vou forçar o máximo para realizar. A primeira coisa é que comecei ABC Modificada 3. Ela é diferente porque não tem nfs. Eu encontrei vasculhando alguns tumblrs, e achei ela numa postagem de uma moça americana que perdeu muito com ela. << ou seja ainda me resta esperança >> Comecei hoje nem contei quantos dias vou fazer. Deixa rolar, sem pressão. Estou criando pré cardápios, na noite anterior e deixando como widgets no celular. Porque assim que eu tocar nele, vejo o que escrevi na noite anterior. As pesagens serão mais longas, porque se pesar todo santo dia não é bom. A Luna, me deu a ideia de bater fotos, para fazer o antes de depois. Vou tentar fazer, sem eu vomitar =/ Uma outra coisa que estou querendo muito é voltar a ser veg. Eu lembro que alguns meses eu tentei, mas não tentei com tanta força assim. Então, está sera uma ótima oportunidade de retirar as carnes de animais. Já que ando sentindo muita dor de estômago por causa delas. ( sim carnes de animais me faz muito mal ) Então de ínicio, voltarei para Ovolactovegetarianismo! Para quem não conhece,  Clique aqui!. Eu tenho uma meta especial para bater em setembro, e se eu conseguir me manter na linha. Com toda a certeza, eu conseguirei bater a meta. Pelo menos eu vou poder dizer - uffa consegui - Eu vou voltar a postar os cardápios no blog de Diário Alimentar. Enfim, por hoje é só... Desculpem pelo post enorme... :( 



26 de junho de 2016

Fragmentos de memórias

Alguns dias tem sido repetidos, outros tem sido um mártir. Não á nada de novo, ou de importante para ser dito. É como se minha "vida" fosse uma fita que se repete todos os dias. Eu me olho no espelho, e sinto vontade de chorar. Olho fundo nos meus próprios olhos castanhos escuro, e só vejo o negrume. Não á nada dentro de mim, sou vazia, oca sem nem um tipo de sentimento. Minha vida acabou, de maneira simples.... Ela me carregava em seus braços. Apoiou sua mão sob minha cabeça, e me disse que tudo ficaria bem. Enquanto ela fazia força, em suas pernas jovens, em tentar subir uma leve ladeira. O pavor e a dor, tomou conta do corpo de uma garotinha. Se aproximando daquilo, que ela dizia que seria meu "lar". Eu chutei ela, e me debati dizendo que não queria ir pra lá. Mas ela não me ouviu, uma sombra preta entrou pelos ouvidos da mulher que se dizia minha mãe. Eu continuei a me debater, a lutar, a gritar. Mas quando ela chegou no portão cor de grafite. Ela me trancou em um inferno na terra. Eu morri ali, por volta de 6 anos de idade. Eu não morri ontem, ou ano passado, eu morri faz tempo. Não tem nada dentro de mim, e aquilo que tem não precisa ser visto. Eu criei camadas grossas de máscaras firmes. Ninguém vê que eu estou morta, ou que dentro dos meus olhos habitam apenas escuridão. Estão ocupados demais querendo ocupar uma vaga, na melhor vida do ano. Eu não os culpo, talvez se a tal vida não tivesse me comido, e cuspido as sobras de mim, eu também estaria disputando a "melhor vida do ano". Então porque me notariam? 
Eu tenho ficado mais tempo no meu quarto. As aranhas saem dos esconderijos delas, e acariciam meu cabelo, riscam minha pele, e me morde espalhando seu veneno. O veneno atinge em cheio meu cérebro, e a dor é tão insuportável, que eu poderia vomitar. Me encolho em meio á 5 cobertores, enquanto minhas lágrimas molha meus lençóis pretos. E todo é uma luta diária, entre mim e a minha mente. E sempre, é ela que vence. Porque meu corpo está morto, e ela só quer que eu tenha forças o suficiente para que eu termine a obra de arte dela. 


22 de junho de 2016

Aranhas e Borboleta - Consulta com o psiquiatra marcada

De um dias pra cá. muita insônia, e muita falta de concentração. Em alguns momentos eu senti que minha mente iria explodir, e meus miolos iriam se espalhar pelo quarto branco. E que provalvemente meu marido iria catar meus restos colados nas parede, e em cima dos móveis.
Em alguns momentos aranhas brancas desciam pela parede, e parecia tão real que eu poderia me esticar e ela iria andar pelo corpo. Porém, como sei que estou em tamanha demência, me enrolei e me cobri dos pés a cabeça. Eu senti meu coração subindo pela garganta, se eu tossisse ele sairia pela minha boca pintando meu coberto de mangá, de vermelho vivo. Hoje novamente parada, em minha cela meu quarto. Vi uma borboleta de tamanho médio, feita á lápis, voando no teto. Era bonita, parecia ser feita por uma criança pequena, que não tem muita força para pintar. Encarei e fiquei vendo isso por uns 2 minutos, mas o Duda me chamou, e eu olhei pra ele. E depois olhei pro teto, e não tinha nada. Eu não entendo porque estou vendo essas coisas, e ainda que algumas não me assustem. Eu fico medo, pois sei que nada disso existe. E também sei que da última vez que alguém, do meu sangue disse que via certas coisas. Internaram ele por mais de 2 meses. Ou seja, a Lua não pode ver nada, e nem crer que viu nada, e de preferência, não falar sobre nada. 
Hoje depois da borboleta feita de lápis. Estava deitada, me irritando profudamente com as lágrimas que insistiam em nascer. Sem eu nem sentir, nada, absolutamente nada. O Duda, pegou a guia, meu rg, carteirinha médica. Não disse nada, só disse que iria na casa da mãe dele. Eu peguei uma calcinha limpa, roupas limpas, e fui para o banheiro. Esperando que o banho retirasse a casa de dor, de raiva, e tristeza. Mas pelo contrário, me fez mal. Passar sabão em mim, me fez reparar em como estou gorda. Em como estou com 50 % do corpo cheio de cicatrizes. E até por alguns minutos eu senti dó de mim mesma. Mas não gritei,  e nem me cortei hoje. Apenas chorei, e me vesti em silêncio. 
Depois de umas meia hora, ou mais. O Duda apareceu novamente, a consulta está marcada para dia 14 de julho ás 9:15 da manhã. Ele nem reparou, que marcou na mesma data do clínico, que foi no dia 14 de junho. Mas eu não comentei nada, só deitei e chorei de novo. Não sei o que sentir, e nem o que pensar. Eu adoraria cortar minha própria garganta, e deixa o sangue sair do corpo até que minha vida sumisse do planeta terra. Seria bem mais fácil, do que ter que enfrentar toda essa coisa.  


21 de junho de 2016

Wow... Lovely!



" Eu estou me forçando, me levando ao limite... Ainda que eu desmaie, eu continuarei trilhando meu caminho rumo a minha meta. Estou á mais de uma semana na dieta, e farei de tudo para chegar ao meu objetivo final... Não será fácil, nunca foi, e nem nunca vai ser. Não importa o quão me faram mal, como já tem me feito. Eu chegarei lá... Fico a pensar que é um caminho árduo, e difícil. Mas não é impossível. Eu serei leve, doce, vou flutuar feito borboletas na primavera. Mas eu vou chegar lá, custe o que custar... " 

20 de junho de 2016

Nota das um diário 3

02/06
Eu não sei porque eu abri este caderno, eu não consigo nem escrever...
22:43 - Algo sugou tudo o que eu tinha. Mas a roda da "vida" continua rodando...

04/06
Ok. Minha mente é a coisa mais confusa do mundo. Eu me deito, mas a minha mente continua gritando. Isso é ruim...

06/06
Eu não quero falar da minha mãe. Mas não vou conseguir dormir desse jeito...

07/06
Querido diário
Eu deveria ir ao médico, falar desses fantasmas. Para você que está lendo esse diário ( eu devo estar morta, ou morrendo em algum hospital, ou você é um invasor ) eu sou viciada em remédios para dormir, sou auto mutiladora, crises, raiva, paranóia, alucinações. Ok. Você não conhecia a Lua verdadeira, não é?! Você estava ocupado demais para notar que eu estava morrendo..

10/06
De alguma maneira ser magra é o caminho certo. O caminho, a solução! Pesar 45 kg, é tudo, é ser leve e poder voar. 

20/06
Ela entrou na minha vida, acabou com meu corpo, dilacerou minha carne. Me fez rasgar meu próprio corpo, ela dizia - está doendo, corte, a dor vai embora - Ela nunca foi embora, mas eu não consigo parar. Eu acabei com as minhas coxas, eu acabei com meu pulso esquerdo. Quanto mais ela poderá me fazer cortar? Hoje estou de luto, pela minha carne aprodecida. 

 << Foto tirada Hoje : Bracelete preto, feito de meia calça, e 10 pulseiras. >>

                   " I'm not strong, sorry "

19 de junho de 2016

Vozes

Eu acordo todo os dias sem motivo algum para viver. Os passarinhos cantam, ventos esbarram sobre as árvores. Pessoas dizem, bom dia. Algumas mulheres descabeladas colocam seu lixo para fora. Outros passeam com os cachorros, e recolhem seu jornal da porta. Cansativo. Os raios solares atravessam a minha porta de vidro, e eu me encolho procurando a escuridão. Não temo mais a escuridão, hoje em dia temo a luz. Tanto tempo no escuro, trancada, me fez gostar de lá. Alguns carros sobem a rua, com se funk, ou sertanejo no último volume. Tem festa na casa da esquina, eles gritam, dançam e bebem até as 07 da manhã. Enquanto eu me escondo numa caverna de cobertores, e estou vendo algum programa de televisão repetido. Em alguns momentos durante minha hibernação, me pergunto se toda essa gritaria e alegria são verdadeiras. Eu sei que muita gente gosta de viver, e que esse tipo de vida agitada são tudo para eles. Mas, é realmente verdade?! Todas manhãs, eu encaro o mesmo teto branco. Algumas aranhas se escondem nos quadros do meu quarto. Antes eu tinha medo, mas agora não tenho mais. Calço meus chinelos velhos, e vou cambaleante atrás da minha mãe. Tomamos o mesmo café, que antes tinha um sabor agradavel... Mas agora parece mato queimado. Não é culpa do café, ele é de boa qualidade até. Sou eu que fiquei amarga demais para sentir o sabor, e o cheiro. Pedaços de bolachas venenosas, se espalham pela cozinha. Pequenas gotas de promessa, trincam, e tudo desmorona. Mas os olhos da minha mãe, estão fechados, ela não enxerga que tudo está morrendo. Volto para minha caverna, a procura de ler um pouco para distrair a mente. Algumas raras vezes eu consigo, outras ela me vence, e eu largo de mão. Deito de barriga pra cima, e encaro novamente o mesmo teto. Os monstros nunca vão embora, eles estão na escuridão. Atrás da porta, debaixo da cama, atrás dos móveis, dentro do guarda roupas. Penso em chama-los, para sentar e conversar, mas nem mesmo com os monstros quero socializar. Minha vida se resume em celular e meu blog. As redes sociais "importantes" eu excluí, tudo porque toda aquela coisa me faz mal. Lembro que um dos meus primos de 7 anos disse: " Você já vai pro seu quarto? Aff, você não saí de lá né... " Incrível como uma criança de 7 anos pode notar algo, que nem a minha mãe notou. Na metade do dia, ou eu já chorei, ou estou no modo ponto morto, ou já me machuquei. Os almoços que deveriam ser a hora mais agradavél da família. Perdeu a graça, se eu pudesse  nem comeria, ficaria sozinha como sempre dentro da minha caverna. Mas minha mãe quer brincar de família feliz. A exaustão está comendo cada célula do meu corpo. De noite, é hora dos monstros querem me machucar. Eles cochicham entre si, tudo que eu sou, e que eu não sou. Ligo a televisão á fim de colocar no último volume, para não ouvir. Mas eles perfuram o ar, o som, o espaço e as vozes ficam dançando sobre minha pele. Minha visão fica embaçada, as letras dançam um tipo tango da morte, bem diante dos meus olhos. O Duda fala alguma coisa que eu não presto atenção. Muito barulho, cachorros latindo, pessoas falando alto, monstros cochichando... Sinto que vou enlouquecer. Me encolho na cama, e tapo os ouvidos. Algumas lágrimas molham meu lençol preto, e me faz querer vomitar. O Duda percebe tarde demais, eles já me envenenaram. Eu tremo um pouco, e ele coloca deitada pro lado esquerdo. Ouço ele gritar alto demais, tanto que me faz tapar os ouvidos de novo. Eu digo a ela, que não aguento mais. Ele me olha e não me diz nada. Alí me encolho, sobre minhas próprias lágrimas. 



15 de junho de 2016

Apenas deixe...

"Ela diz, feche a boca. Não ligue para comida. Finja que ela não existe, é melhor do que comer. Veja os números diminuir, veja os ossos saltarem. Veja ela comer cada gordura do seu corpo, deixe ela entrar nos seus ossos. Ela vai tirar essa casca, e te mostrará o quanto é linda. Não coma hoje, não coma amanhã, desista, não coma. Engane, se precisar minta, mas simplesmente não coma. Diga que está sem fome, que está com sono, cansada, enjoada, doente, mas não coma. Não fique na mesma com alguém que esteja comendo, beba água, beba muito água. Deixe me entrar, deixe me te mostrar o quanto eu posso te mudar. Verá ossos, verá suas promessa ser cumprida. Um belo vestido, uma bela caixa de vidro, cabelos enrolados, e uma rosa ao lado. Apenas me deixe entrar... " Hoje minha mente tagarelou feito louca, dizendo apenas me deixe entrar...

14 de junho de 2016

A primeira consulta

Estou no modo ponto morto, 3 remédios fazem a festa na minha corrente sanguinea. Eu sei que não posso, mas preciso dormir. Minha mente só pensa em como vai ser ir num médico, e como ela irá reagir. Acordo por volta das 07, com celular dele tocando alto. Vou pro banho, o box leva embora a casca de uma menina morta. O frio envade meu corpo, eu tremo, e tento me vestir rápido mas não consigo. Nada de cores, somente preto. Confirmo a consulta, e baixo o boleto do convênio para minha mãe. Não quero comer, sinto que se algo para no meu estômago, ficarei banheiro por dias. As mãos, as aranhas dançam em mim, quando estou no ônibus indo para o centro. Minhas cascas caem em cada lugar que passo, no banco do ônibus, no farol, na escada da estação, no trem... Há pedaços de mim por todos os lugares. Penso em como seria fácil, se eu morresse atropelada. A clínica está limpa e vazia, uma moça bate minha foto, e pega minha carteirinha. " Siga em frente e vire a direita, consultorio 5, placa verde. " Me sento em um dos bancos, longe da porta. Todo meu corpo estremece, e olho as paredes brancas, e um filtro cheio de copos de plástico ao lado. Minha consulta está marcada para 10:48 da manhã, mas ela me chama 10:15 da manhã. Eu não pude passar com o Doutor Victor, ele é meu médico, e médico da minha mãe. << se eu passasse com ele, ele iria contar pra minha mãe >> Achei que a médica fosse mais nova, mas ela é muita mais velha que minha mãe. Eu demoro um pouco para falar. As malditas lágrimas envade a sala dela, e ela me olha. Digo sobre os cortes, tentativas de suicídio, meu irmão, como se fosse um mantra. Ela me faz perguntas, eu respondo devagar, e travo no quesito "ver coisas, e ouvir coisas". O duda responde por mim, e eu o teto se quebra sobre mim. Ela me pergunta sobre manias, família etc. Ela foi amigável, me disse que meu caso é sério. E que não iria receitar nenhum remédio, porque preciso ir urgentemente pro psiquiatra. Ela repete várias vezes, no quanto devo me esforçar, e tomar todos os remédios. E faz uma observação muito séria, - não fique grávida neste período - Ela diz que os remédios são fortes, e que não poderia tomar se eu ficasse grávida. Me deu as guias ( 1 para o psiquiatra, que é o primeiro que devo passar; 1 para o psicologo que é o último ) e pediu que daqui á 3 meses eu voltasse á vê-la. Estou tonta, enjoada, e mal consigo dobrar as guias. Ele me guia até fora da clínica, sinto que o peso do mundo está sobre minha coluna. Me corpo dói, minha cabeça dói, e quero bater a cabeça na guia da calçada. Ele me beija na testa, e diz o quanto está orgulhoso. Digo mentalmente, não estou orgulhosa, quero correr até o deserto e morrer lá. Ele me braça, e andamos sem rumo. Gente indo e vindo, me sinto um fanstama, que vive no mundo dos mortos, e no mundo dos vivos. Ele está feliz, e eu estou quieta e triste como sempre. Ele quer comer fora, e eu quero ficar sem comer pro resto da vida. Mas mesmo assim para vê-lo feliz, me sento e forço um lanche para dentro do meu estômago gordo. Não consigo comer, ele come o resto. Penso em ir pro banheiro e miar, mas não quero ver ele triste comigo. Ando por mais de 2 horas de propósito só para queimar o lanche. Até que digo que quero voltar pra casa, e voltamos seguir o rumo do nosso caminho. 
No corredor dou de cara com a mulher que se diz minha mãe. Ela me olha como se soubesse de algo, e eu digo que comprei coentro e o tal pão dela. Me isolo no meu mundo, enquanto as teias se envolvem e em mim, e me põe em modo ponto morto...  Obs: Passamos na Book Stop, ele comprou A Caverna de Cristal - Mary Stewart. Alguém já leu?


11 de junho de 2016

Sorria e acene, Lua -.-

Eu estou cansada demais para pensar, com desânimo demais para pensar. Eu queria me enrolar, em 5 cobertores enormes, e dormir. Mas é claro que não posso. Está um frio muito grande por aqui << não estou reclamando >> pelo contrário, eu até gosto. Neste momento estou com as mãos congelando por digitar aqui. Estou triste, e muito decepcionada, não só comigo, mas com tudo e todos. Tenho passado por cada situação, a minha mente não funciona direito. Então eu só assimilo as coisas superfialmente, eu adoraria poder não me importa, poder ignorar tudo e qualquer situação. Mas não é bem assim. Nunca foi, e nunca será. Eu tento ser sociável, porém não dá certo. Pensei seriamente em apagar os blogs, sair dos grupos, fechas as portas e me isolar. << ainda penso>> Não cumpro minhas regras, não emagreço, não paro de me cortar. Preciso fingir sorriso, fazer sala para quem não faz pra mim. Sorria, e acene Lua. Não dê motivos, para estragar minha bela visita. Levantei questões antigas, e nisso novamente percebi o quanto não vale a pena. Eu queria tanto pelo menos emagrecer, mas nem isso. São 4, 5, 6 dias de controle e tudo desanda. Novamente no fundo poço, recebo notícias ruins e mais uma vez o universo me engole. Me esmaga aos pouquinhos... Eu prometi não fazer mimi, eu prometi não se deixar levar. Promessas quebras são sempre mais dolorida. Domingo á noite vou viajar com a minha família, e parentes. Todo ano tem a mesma viagem, e todo ano eu vou por obrigação. Porque minha mãe já uma senhora, e tenho medo de alguém machucar ela. Ou seja, sempre vou para garantir que ela esteja bem. Mesmo que meu corpo mórbido queira somente minha cama, e uma xícara de chocolate quente. Ou seja, sorria e acene Lua. Amanhã de manhã, ela vai encher minha mochila de lanches cheios de carboidratos, algumas garrafas de água, frutas, chocolate e salgadinho. Vou seguir ela, com dor e cansada. Mas eu tenho que estar lá. Eu queria poder fazer tudo diferente, mudar tudo, reiniciar meu sistema. Fingir que estou na primera dieta da minha vida, recusa as guloseimas, e sorrir como se aquilo me envenenasse. Preciso me inspirar na Lia do livro Garotas de Vidro. Ainda que o céu desabe, preciso esquecer que a comida existe. Preciso tirar os pregos da compulsão por atitudes emocionais. O que dói é que eu sei o que fazer, porém em menos de 3 segundos já destruí tudo. Eu avacalhei a abc.modificada no 3° dia, tudo porque não esperava a minha sograr vir aqui. Hoje tentei ficar em 300 kcals, mas falhei. Preciso de uma lavagem cerebral, para poder saber o que fazer na hora que a compulsão quiser vir. Talvez a minha meta precisa ser evitar compulsões. Enfim... Eu vou recomeçar na segunda, amanhã tento me manter no limite de 500, e domingo, tento comer o minímo possível só para ficar de pé. E na segunda, penso se volto á fazer a dieta, ou se continuo indo, lutando para não ter nenhuma compulsão. Eu sou uma vergonha..

Ps. Domingo é dia dos namorados, o Duda me deu de presente um tênis da Adidas preto, muito bonito. Ele sabe como eu adoro essa cor. E um moletom cinza. Eu fiquei muito feliz, porém não tive muita reação. E acredite ele achou que eu não gostei, mas eu gostei sim... Só queria estar magra, para poder me animar um pouco mais. Feliz dias dos Namorados! 

9 de junho de 2016

Promesse

Ela sussurrou de ante de mim, dizendo palavras amargas. Seu hálito era árdido, mas não de vida, ou de quem comeu algo e não escovou os dentes. Seu hálito era de morte, de dor, de ódio, de alguém pronto para me tirar o que sobrou. Nem todo mundo veio neste mundo para ser feliz Lua, aprenda a lidar com isso. Ela dizia, enquanto cruza sua pernas finas e longas. Eu me sentei na cadeira próxima a cama, aonde seu corpo morto estava. Ela puxou uma lixa de unha rosa, que deixo dentro da minha gaveta de coisas. E não me olhava nos olhos enquanto lixava suas unhas roxas, e sem vida. Ás vezes você tem que entender que a vida, é algo realmente bom! Mas bom para aqueles que querem ela, bom para aqueles que gostam dela. E você? Bem... Você é um ser morto, e vivo. Você é a única que atravessa os dois lados da situação. Eu queria agarrar ela, e sacudir, até que sua pele saisse dos ossos. E ela morreria em meus braços, e enfim eu estaria livre. Mas estou fraca demais para expulsa-la sozinha, verifico meus pés para poder correr, enquanto ela se levanta. Não adianta fugir, eu posso estar aqui quando eu quiser. Nem suas portas de madeira, nem rosas, nem sândalo vai me fazer sair daqui. Sou como aquelas histórias de terror, mas no fim a "vítima" se salva, mas não na minha história...  Tento me levantar, enquanto mãos vindas debaixo do piso, me puxam com força para baixo. Até que caio sobre o piso frio, e branco de quarto vazio. Eu te dei tempo para provar ao mundo, que você poderia ser "feliz", que poderia se encaixar. Mas pelo visto, nem mesmo o mundo te quer aqui. Olhe para você, está gorda, feia, cheia de cicatizes, cabelo opaco, olhos sem vida, suja em meio sua própria podridão. Não há mais o que fazer, não é?! Lua. Ela está certa, em tudo. Alguns flashs da minha vida passa de ante dos meus olhos. Ela puxa uma garrafa, e enche sua taça de vinho até a borda. Ela me faz ver tudo que me fizeram de ruim, como se eu me fizesse reviver continuamente todo o sofrimento várias e várias vezes. Minhas lágrimas se tranformam em pó, meu corpo está se quebrando, e enquanto mãos cheias de ossos duros, se entrelaçam na minha garganta. No último gole de vinho, ela se agacha diante de mim, sugando o pouco de resta de mim. Eu lhe darei um pouco de tempo, e te farei chegar no seu último estágio de vida. Ao chegar lá tirarei o que sobrou de você, mas você estára contente pois vai conseguir pelo atingir uma meta de vida. Ainda que esteja enganada, ainda não saiba que nosso trato continua valendo, te enganarei e você saberá. Ela se move, e as mãos entram de volta para o piso branco. O filme acabou, e eu consigo respirar. No fundo da tela, aparece uma moça, magra, olhos frios, boca roxa, sem alma e sem vida. Ela se vira um pouco, e está escrito em sua lápide... Aqui jaz uma lua morta. 



7 de junho de 2016

GORDA!!!

Os dias estão se passando, falta pouquíssimos dias para acabar o ano. E eu continuo gorda, continuo feia, e todas as promessas, os 45 quilos estão cada dia mais longe. A minha realidade é dura, porém não adianta me esconder, minha realidade é 66,03. Minha realidade é feia, nojenta, gorda, rídicula, enorme, obesa. Mas não adianta eu mentir, se o espelho me mostra o que não quero ver. É tudo minha culpa, eu fico descontando todas as minhas frustrações na comida, como se ela fosse mudar alguma coisa. Nunca muda. Nunca mudou. "Prazer" momentâneo, prazer feio, prazer nojento... Encher a boca de comida, e nem sentir o gosto. Comer para cobrir um vazio, algo que comida nenhuma pode ser coberta. Mas dias atrás a balança apontou 68 kg!! 68 enormes. E o medo repousou sobre minha face, eu me derramei sobre o piso frio do banheiro. Eu preciso fazer algo, preciso continuar a lutar, não adianta ficar se deixando levar dessa forma. Conversando com uma amiga, desabafei disse que tudo que estava sobrecarregando minha barriga. Não comer porque está triste; Não comer porque está normal; Não comer porque, alguém ficará triste; Não comer porque está entediada; Não comer, pra não ter que miar; Não comer porque alguém está comendo. Desde aquele dia, estou me esforçando para baixar os números. Estou seguindo com base a abc.modificada, amanhã é 4° dia, a noite antes de dormir, tanto para ocupar a mente, como para perder calorias. Estou fazendo exercícios em frente a minha cama. Ciclos básicos de - 300 | -250 | - 500 kcals. Eu me canso, e me sinto bem depois. Estou tentando valorizar, cada grama que eu perco. Atingindo cada meta aos poucos, sem me forçar, sem me iludir. Além disso estou evitando um pouco o uso de laxante, e diuréticos. Enfim... Preciso correr atrás  de concertar meus erros. Meus cardápios estão sendo postados quase diariamente no Diário Alimentar. Mas ainda sim, me sinto uma vergonha... 


5 de junho de 2016

Um garota morta...

Na noite de sexta, me preparei para dormir... Mas o sono, não me quis como companhia. Abri meu livro de cabeceira, o 2° livro que tento ler este - Notas de um Velho Safado, Charles B. - Leio, mas rápidamente as palavras me fongem da mente. Tem barulhinhos no corredor, gato miando para a lua escondida, cachorros chorando pois gotas imensas de chuva caem sobre suas cabeças... Estou cansada, querendo dormir, mas nada neste mundo me faz dormir. Ligo a televisão, e me deito de barriga pra cima. Pisco uma vez, me vejo comendo um belo prato de macarrão com lindos pontos de veneno de rato por cima. Estou sorrindo, e feliz. Minha mãe está sentada na minha frente, e o Duda ao meu lado. Estou bem vestida, com um coque alto, e brincos bonitos. Estou feliz, como devagar, e sinto cada bolinha no meu sistema digestivo. Na última garfada, estou caida na cozinha. Pisco mais uma vez, ainda estou na cama, ouço o respirar do meu marido. Ok. Me viro várias vezes, que já nem me lembro mais das contas. Alguém bate na porta as 03:32 da manhã... Minha mãe diz com um hálito vencido de quem dormiu, e perdeu sono - " Quer chá? " Digo que sim, ela entra pela porta como um vulto escondido, trouxe um xícara de chá de maçã e canela, e adoçante. E fecha a porta em seguida, não coloco adoçante, me sento para beber. Já são 04, e eu já até passei base na unha, tento dormir de novo por volta de 04:40. Tem algo na televisão me espiando dentro da tela, pisco, me levanto tentando encontrar alguma coisa naquilo. Mas ele está lá, ou melhor ela...ignoro, e tento dormir. Acordo assusta das 8 horas em ponto... 

O dia foi normal, comprei coisas de higiene, me assustei com preços das coisas. E voltei para minha casa, com cheirinho de mofo, e palavras vazias. Odeio chuva. Já são 14 horas da tarde, e no meu estômago tem um lanche natural. Minha mãe está com a bruxa da irmã dela, com caldeirões enormes, fazendo comidinha para me engordar. Da minha casa posso sentir o cheiro de tortas, e canjica. Não nada demais, e em engordar e comer você depois. Já por volta das 20:00 e estou com os pés no chão, o que me causa uma crise de espirros. Estou procurando minha toalhinha, quando meus olhos cheios de dor, se tranformam em ódio. Tinha uma blusa minha, uma dessas que a gente usa debaixo de roupas transparentes, dentro do boné do meu marido com panos sujos. Se tem algo que me irrita, e me tira totalmente a paz, e toca a mão nas minhas coisas, sem eu autorizar. << justo porque respeito as pessoas >> Berro o nome dele, e com toda paciência explico para ele bem longe das minhas roupas. Ele não diz nada, só fica com a cara dele de paisagem. Falo por mais 30 minutos, porque além da minha blusa, tinha um fronha branca linda que minha mãe morre de ciumes. Estou cansada. Discutir com ele me tira totalmente do modo "ponto-mordo" e me coloca no modo "crise". Não dormi bem, e agora ele pega coisas de valor sentimental e mistura com panos, sujos e cheios de tinta. Ele não diz, mais nada, e pede um desculpas seca, e sem vida. Ainda por cima chamou um dos amigos deles para entrar na minha casa, e ir para o meu quarto, no atual momento que estou. Estou na cama, bufando de ódio, me sinto preste a esganar ele. Mas meus passos gordos, e apressados, vão direto pro banheiro, Me sento no piso frio, apoio o celular na minha balança-da-morte. E choro ali mesmo, me deito por mais de 20 minutos sozinha, ouvindo os monstros nos encanamentos. Meus olhos brilharam quando encontra um litro de desinfetante, azul, me lembro de sereias.. Destampo e penso em beber. Mas logo coloco de volta no lugar. Abro a porta apressada de novo, a procura do meu bracelete. - O infeliz deve ter escondido para eu não me cortar - Passo de cômodo em cômodo, e nem sei como já fui parar na outra casa... Encontro um enorme e antigo. Passo apressada por ele, e pego um lâmina já usada, em outras crises. Se eu entrar no banheiro com ela na mão, ele vai notar. Então deixo ela pousada rente a aba da calcinha. Escondo o bracelete no pulso, e o elástico de conter nas mãos. Abro a porta, e fecho com tudo atrás de mim. Ligo a torneira, e deixo a água cair... Pisco uma vez, lâmina, cortando o pulso, idiota:::fraca:::burra::estúpida:::gorda:::irritante:::inútil o sangue escorre, procurando uma saída dentro da minha manga longa preta. corto em cima daqueles já estavam cicatrizados. Vejo a carne se abrir, mas não me assusto, não mais. Coloco todo a parafernalha de volta no lugar. E sorrio, insanamente pro espelho. O cheiro do sangue está pelo quarto, os monstro estão nos encanamentos, o amigo dele está em volto a gordura e sangue. Ele está pintado com o sangue de uma garota morta, é morrer para poder viver... 



3 de junho de 2016

Desordem do sono ( Moinho de Pesadelos )

Hoje eu não vou trazer um post, sobre meu seguimento do dia a dia. Mas vim falar sobre meus problemas para dormir. Sempre tive problemas de concentração, em relação á fechar os olhos e dormir. Minha rotina para dormir é quase sempre a mesma, não tem alteração em nada. Por volta das 22 das noite, eu termino de escrever no meu caderno de pensamentos. Depois de 7 ou 9 páginas, sinto que meu cérebro pode talvez me deixar descansar. Fecho tudo, jogo as cascas de lápis no lixinho do quarto, apago o abajur e tento esperar o sono em um completo mar de escuridão. Me cubro dos pés á cabeça, e fecho meus olhos. Sinto que algo ou alguém está de pé na minha cama, posso até sentir seu respirar. Me viro para meu esposo, e abraço forte suas costa. Ainda sinto uma presença, mas já não é mais nada intimidadora. Me viro 4, 5, 8 vezes mas nada do sono vir. Minha cabeça está gritando alto, e eu estou cansada demais para dar ouvidos á ela. Ligo a televisão e coloco em um desenho antigo, o volume está baixo, mas parece que está no último. Tomo 3 ou 2 remédios para dormir ( não é toda vez essa quantidade ) e espero fazer efeito. Porém são tantos anos tomando o mesmo, que demora 1 ou 2 ou até 3 horas para fazer efeito. Minha cabeça está como uma estação de trem, movimentada, e cheia de pessoas estranhas. O remédio está afetando minhas pernas, e meus braços, não consigo me ajeitar. A presença ainda está ali, me chamando para tomar os venenos que estão brilhantes na gaveta mágica da minha mãe. O remédio está fazendo efeito bem na hora. A estação está bem movimentada, cheia de gente apressada, fedidas, suadas, e com raivas em seus passos. Adormeço,com a imagem de Tom, tentando pegar o Jerry. 
Sempre ouvi que na madrugada, todos os monstros tiram suas cascas humanas, e saem para dançar á luz da lua. Mentira. Eles ficam dentro da cabeça, de quem não conseguem sonhar. Durante a noite sonho com demônios, aliens, fadas, vampiros, florestas escuras, fim do mundo, facas, remédios, palavras feias, sociopatas pervetidos, me sinto agarrada pelo escuro, destruída pela força de todos os monstros do mundo.  TODO DIA  acordo como se eu estivesse sendo perseguida por um lobo mal. Quem me conhece sabe que sou um catalisador de pesadelos. Minha mãe já está acostumada com minha cara, inchada, olhos cheios de remelas, e dores de cabeça. Ela só diz - dormiu mal - e eu digo, - dormi péssimo -. Nem café, nem pães me fazem flutuar e dizer - aaaah que bela noite de sono-. 
Todo dia, todas as porcarias de dia, tenho sonhos ruins, inexplicaveis. Tem noção do que é isso? Acordo mal, parece que lutei contra mil monstros. Sinto sono durante o dia, sinto dor, sinto uma fadiga e um cansaço descomunal. Para você que está lendo, eu durmo geralmente 6 horas, ou até mesmo 4. Tem dias que o sono aparece as 2, e eu acordo as 6, ou 5. Isso é muito pouco pra mim, para que meu corpo descanse pelo menos 8 ou 9 horas. Mas do que adianta 8 ou 9 horas, tendo pesadelos sem fim? Há quem diga que isto seja uma "desordem do sono", o meu marido diz que é devido á alguma coisa que eu tenha. Eu não sei, só sei que estou nisso á uns 3 anos, e juro que não sei se vou aguentar, toda vez que a noite chega, já sei que os monstros da meia noite, não vão dançar a luz da lua. Eles vão me perseguir, dentrou ou fora dos meus sonhos. Eles poderiam me matar, e talvez eu poderia dormir em paz. 




1 de junho de 2016

Ventos de Junho - Tratamento -

Na manhã de  terça (31) demorei muito para levantar da cama. Fiquei enrolando, e por volta das 09 horas da mnhã, resolvi tirar meu rabo gordo levantar da cama. Eu tinha que me aprontar, porque prometi descer com a minha mãe Maria. Enrolei até escolher uma roupa, que eu ficasse menos gorda. Impossível. O Duda neste dia, tinha umas coisas, porém não me disse nada. No ônibus, com ela, não falamos nada. Fomos na quitanda, reclamamos do preço das coisas. Não demoramos muito, e já estavamos em casa antes das 13 horas tarde. O Duda limpou as coisas, e senti uma cheiro de lavanda pela casa. Cuidei do almoço com ela, e enquanto ela lembrava da pior parte da vida. A cozinha cheira á coentro, frango, temperos, e arroz novo. Como ele não chega, resolvemos almoçar logo. Quando começo a limpar tudo, quando ele chega. Ele senta puxa um prato 5 colheres de arroz (160), 1 concha de feijão (52), Batatas doce (100), Filé de Frango (150), Banana (68), 2 Colheres de Farinha Rasa(80) = 610 kcals. Meu deus. Ele come em silêncio, e eu acho bem estranho. Quando termino tudo já estou subindo, rumo á minha caverna. Com a intenção de por uma pedra enorme bem na frente dela, e espero morrer ali sozinha. 
Sento na cama, pois no meu prato só tinha 59 calorias. Então procuro me distrair, com uma amiga no telefone. Ele está na porta da minah caverna e diz: - Verifca seu email por favor? Preciso ver se sua consulta com médico, para ser encaminhada pro psiquiatra está marcada. - COMO É QUE É. Fico olhando fixamente pra ele, tentando entender  a frase. Demoro mais 10 minutos para falar qualquer coisa, E ele percebe que algo está errado, e contina: - Amanhã as 09:48 - E denovo meu cérebro diz, COMO É QUE É? Fico mais de 30 minutos sentada exatamente no mesmo lugar. Ele diz baixinho enquanto escuto ela se arrastar no corredor: - não fique com medo- E o cérebro continuar a dizer, a frase do dia COMO É QUE É? Enterro minha cara no meio das minhas coxas gordas. E algumas lágrimas me escapa, estou com medo, estou apavorada. Minha amiga tenta me acalmar pelo celular, e eu ainda sim, me enterro lá. Resolvo ir tomar uma ducha, mas a minha cabeça está parecendo um carnaval, não escuto nada, e tem uma bateria tocando. No banho cito em alto e bom som, o que preciso fazer debaixo do chuveiro: lavar o cabelo > enxaguar o cabelo > passar condicionador > massagear o cabelo > esperar 2 min > enxaguar o cabelo > lavar meu corpo, cantinho por cantinho > enxaguar meu corpo > lavar o rosto > enxaguar o rosto > me secar calmamente. Mas minha cabeça fica com uma bateria da sapucaí. Quero ser normal. Minha mente falar a palavra normal 40 vezes, 50 vezes, 60 vezes, 80 vezes, 100 vezes. 
O resto do dia permaneço quieta demais, e por dias indo dormir as 2, e acordando as 05 ou 06 da manhã. Consigo dormir as 1 e sou acordada por ele hoje ás 05:48 da manhã. Me enterro dentro dos cobertores, mas não estou mais com tanto sono, finjo está morta. Ele me cutuca, e eu nem mexe, então ele cutuca minha boca, e faz barulhos de bebê. Eu não me aguento, e dou uma risada. Chato. Me sento, coço o cabelo, e estou com a sensação de medo. Fico repetindo pra mim mesma, que isso vai ser bom, vai ser bom. Há quem estou enganando ? 
Peço que ele sente na cama, e começo a falar, enquanto o alarme toca, dizendo *perigo.perigo* 
' Olha, Duda... Eu sei que não é fácil conviver comigo. Que sou complicada, mas juro que estou mais sendo sincera na vida. Estou com medo, sim. Mas sei que preciso, sei que  estou piorando rápido demais. E que você não entende, e não consegue me entender. Mas juro, que vou ir, mas eu preciso de alguns dia para poder assimilar a coisa toda. Juro, por deus que eu queria ser normal. Mas não é assim, eu não sou assim. Poderiamos remarcar isto, e me da pelo menos uns 5 dias por aí? Não sei nem o que vou dizer, como dizer... Não quero decepcionar você, pelo contrário, quero muito tentar ter uma vida normal. Mas só preciso disso, de alguns dias, para poder assimilar. ' Nisto ele me ouviu, conversamos, eu chorei, ele chorou, e eu remarquei a consulta para dia (07) na terça- feira que vem. A conversa foi bem sincera, então preciso fazer a valer a promessa que fiz. E ele precisa fazer valer a dele, ou seja... Promessas, devem ser cumpridas.