28 de julho de 2016

Quando á Lua está crise (#7)

Infelizmente quando deus me fez, ele não colocou paciência fórmula. Sou pávio curto, é pouca coisa para eu explodir, e voar merda em todo canto. Eu disse tudo que precisava, o coração batia rápido demais, mas pensei bem antes de falar qualquer coisa. Mas ainda sim, por mais que  EU estivesse certa, soou como se eu estivesse errada. Ele ouviu tudo, ele quis chorar, mas segurou. Eu olhei nos olhos dele, falando no tom normal, mas séria pois ele já havia errado várias e várias vezes. Ele me pediu desculpas, eu abracei ele, mesmo ele estando estático. Me sentei no bacia no corredor, com uma garrafa de água, e golei ela quase toda. Estava com fome, cansada, e as palpitações estavam me machucando por dentro. - Controle se Lua, eu pensei - Quando fui ver ele, vi ele sentado na cadeira chorando baixinho, me sentei no chão ao lado dele, questionando o porque do choro. E ele disse em meio a choro, e fungadas " Estou com vergonha de ter errado de novo". Eu disse mais de mil vezes, que se eu disse algo ruim, que me perdoasse. E ele disse que eu estava certa, só que ele não estava bem porque errou, e se sentia mal por isso. - ok, lua você está certa, mas você está errada- Me deitei no chão frio, de vestido até os joelhos e disse " Eu devia morrer. Não faz sentido viver sabe Duda, ainda que eu esteja certa em conversa contigo. Ainda soua como se eu fosse um monstro por ter feito você chorar. Eu só.. Devia morrer." 
Me levantei do chão, peguei uma calça escura, uma blusa de manga longa e lâminas. Retirei o vestido roxo que ganhei em 2008 quando minha mãe foi pra Santos. Coloquei a touca de banho, e me sentei na privada. Cortei meu pulso, cortes e mais cortes, perdi as contas. Cortes as coxas, papéis cheios de sangue estavam pelo chão. Eu me sentia tonta, e meio fraca. Abri o chuveiro, com uma mão, a lâmina entre os dentes. Gotas de sangue pintavam meu piso branco. A água quente queimava minhas costas, abriam os cortes, gotas rosas pintavam o meu box. Chorei sem força nenhuma, e continue a cortar. Depois de quase uma hora, minha mãe se assusta e me grita pelo vitro. Me arrasto e me corto ainda mais quando saio do chuveiro. 
Já no quarto ele ainda está no mesmo lugar. Acaricio o cabelo dele, e abraço. Ele já não chora, e seus olhos que já são pequenos, estão menores ainda de tanto chorar. Ele não diz nada, e eu também não. A tarde corre rápido, e ele se arruma para ir na casa da mãe dele. Estou deitada cansada, com dor, com fome, e extremamente abalada. Quando ele saí de casa, me sento e pego gases, pomada, e lâminas novas, e novamente estou me fatiando. - Foda se, eu penso- E depois de algumas horas ele volta... Não me da nenhum beijo, e senta bem longe de mim. Me viro e vejo tudo nublado como se mil aranhas estivessem jogado suas teias mortais nos meus olhos. A dor é profunda, e um buraco se abre no peito, sinto falta de ar. E grito " Eu te pedi desculpas Duda, e nem fiz nada de errado, e você me trata assim... " A dor é tamanha  que levanto e me sento em lótus. Não aguento, me debato, é como se mil cavalos me pisasse por inteira. Ele tenta me agarra mas não consegue, não quero abraço, porque gostaria de abraço, se nem me quer por perto. A escuridão se abre e ventos de  1991,1992,1993 e assim por diante, me engole e tudo some. Morte. Morte. Morte. Tudo que eu queria, não tenho remédios, não tenho nada, apenas uma tesoura, penso nela, tento pegar ela, mas ele me segura tão forte que pressiona os meus seios. A dor invade e debato feito um peixe que tenta voltar pro mar. Corro e me tranco no banheiro,  me deito e choro sozinha. Tudo me dói, tudo me machuca, tudo me engole e me cospe. Lâminas brotam do piso, e fazem marcas profundas no meu pulso. Enquanto ele força a porta que faço peso com as minhas costas. - Fica longe de mim!! - Eu grito, mas ele não ouve, então digo - Me deixe sozinha- Não sei quanto tempo passei alí, só sei que tudo me engoliu. Me sento do lado mais afastado da cama, as malditas lágrimas ainda tenta me machucar. E finco os dedos no pulso, para tudo passar. Não sei quantas horas, ou quantos minutos, mas depois de tudo... Ele me abraça e diz que me ama. O suicídio se torna sempre viável quando a crise chega. E é nesse momento que corro mais risco, pois a dor é tamanha que não consigo ver nada minha frente. É como se as portas de tudo que vivive abrisse e tudo acontece de novo, e de novo. 

Hoje amanheci quieta, fiz minha faxina e me mantive longe dele. Ele sabe, e ele percebeu. E sinceramente não sei se ele importou ou não. Eu também não quis perguntar... Sobre a dieta: #EmagreceLua07 Ontem comi por volta 330, e fiz exercícios. Hoje por volta de 450, e eu acho... Não estou fazendo dieta nenhuma,só tentando comer pouco e comer o mais saudável possivel. E hoje me rendi ao lax, e por um acaso esta ainda fazendo efeito. Pelo que entendi ele é a base de lactose ou seja, me lasquei.. -.- 




26 de julho de 2016

Atualização do Plano Emagrece Lua #5



Atualizações sobre a rotina: 

x. Ainda não fiz nenhum exercício ( a não ser algumas caminhadas )
x. Quebrei algumas regras, e sofrerei a punição de evitar a todo custo tudo que for farinha branca
x. Estou bebendo bastante água até
x. Preciso mudar a rotina dos horários e ter mais diciplina
x. Ler mais, e escrever também
x. Estou sofrendo muito com a droga da insônia
x. Adotei a ideia de para cada erro de alimento ( eu tenho de fazer 100 polichinelos )
x. Usei alguns diuréticos, mas laxante ainda não
x. Não estou conseguindo manter esse negócio de pesagem longa, parece que nunca vou me controlar da maneira certa. Ou seja, vou me pesar praticamente a cada dois dias. << merda>>
x. Algumas neuras estão batendo, como o ataque de ansiedade: do tipo, " ah todo mundo consegue eu não"; "ah não sou nenhum pouco forte"; Mas estou expulsando isso tudo para manter...
x. Horários atualizados: Café 07 ás  08 | Lanche da Manhã: 10 hrs | Almoço: 12 ás 14 | Lanche da tarde : 15 ás 18 - ( que é minha ultima refeição )
x. Assim que eu tiver um peso descente, eu posto aqui :|

L.

24 de julho de 2016

Lua, a desnecessária

A Lua quebrou, ela simplesmente trincou em milhares de pedaços. Ela colocou um casaco cinza, com alguns ladrilhos de dor. Ela disse que não ia fazer mais isso, e que nunca mais colocaria a máscara. Mas ela voltou atrás, ela pintou seu rosto com sua melhor maquiagem. Ela se sentou de modo educado, com um leve olhar de - estou prestando atenção
E diga me, para quê? Passei a vida toda observando as pessoas. Como elas se enchem de orgulho em contar sobre suas vitorias. Em como elas conseguiram vencer a dor, o luto, a depressão delas. Em como elas descobriram que a falta de amor dos pais delas, foram preenchidas. E em todos os momentos que eu observei, elas acham que QUALQUER UM tem que fazer o mesmo. E que na mente delas, elas acham que toda dor é igual. Mas não é. Nunca foi, e nunca será. Cada um sabe o que carrega dentro de si mesmo. 
Mas não discuto com ninguém, e nem coloco minha opinião em jogo. Simplesmente ignoro, e fecho meus ouvidos para certas conversas. A sala se enche, e o cheiro de da podridão que me ronda é vísivel aos olhos de todos na sala. Inclusive das duas crianças pequenas, que quando me olham no fundo dos olhos tocam minha mão. ( como se selas soubessem o quanto eu sou podre por dentro ) Os minutos parecem anos, as horas parecem séculos. Mas no fim, batemos palmas e fotos, como se tudo nesta casa cheirasse a tutti frutti, e fosse coberto de arco- íris. 
Quando todos saíram, ajudei a limpar as migalhas de bolo que ficaram grudadas no piso. E quando todas as almofadas, e copos, e xícaras foram para suas camas. Eu, e a minha tristeza nos encontramos. Ela me fez viajar para tudo que é lugar ruim, fui banhada com a insônia, e a fome tudo ao mesmo tempo. 
E hoje, minha pele choramingou. Eu não sei porque não consigo socializar, ou porque não consigo lidar com qualquer situação. É como eu já disse, em todos os textos anteriores. Algou quebrou dentro da minha cabeça. E não pode ser concertado. E com todas as decepções, e minha falha boba em confiar em tudo que meu coração podre diz, tudo só piora ainda mais. Eu ainda continuo a achar, que nada me fará ser diferente do que sou, somente a morte mesmo.  

Sobre a dieta, ontem fui relativamente bem fechei 495 kcals. Andei muito, e nem calculei quantas calorias perdi. Apenas andei. Hoje comi normalmmente, mas sem exagero, ou drama. Estou lutando para manter o equílibrio, e ao mesmo tempo ser fiel em meu caminho a tal bendita meta. [3/30]




22 de julho de 2016

Ninguém nunca vai entender [ #emagreceLua 1/30]

Eu não tinha palavras para poder explicar o quão me machuca forçar algo que não existe. Mas as pessoas acham, que tudo isso é uma simples brincadeira. Não é capricho. Não é frescura. Se fosse porque raios, eu faria isso com meu próprio corpo. Terei marcas talvez para  o resto da minha vida. Se o tempo ou algum remédio não apagar. Mas não, foda-se a Lua, foda-se! Eu simplesmente quero minha cama, meu quarto, minhas coisas, e ficar ali o dia todo. Sem ninguém me forçando dizer um "eu estou bem" cheio de mentira. Mas talvez por ser os pais dele, ele quer que eu coloque minha melhor máscara e vá lá fazer sala. Para ouvir sermão, para ouvir coisas que ninguém pensa se vai ou não me magoar. Ele toma como partido, em achar que é só com eles. Mas não é, eu lembrei de todos os convites que recebi nesses últimos meses e anos. E os que fui, vocês podem ter certeza que me machuquei muito para suporta o que quer fosse o tal evento. 
Mas em meio a papéis, e mais papéis higiênicos cheios de sangue, eu disse que  NUNCA mais iria fazer nada forçada. Para satisfazer os outros, enquanto eu sangro. Estou cansada de tudo isso, é muito mimi para mim. Não sou super poderosa, e nem tenho pique para fazer sala pra ninguém. Mas como ninguém me entende. Eu me resolvi da maneira que eu sei... Uma lâmina, uma coxa, um pulso, alguns minutos, água, chuveiro, sangue, curativos, água, chuveiro, sangue, curativos. Eu sou uma enorme bola de cicatriz, e sangue ambulante, e duvido que isto irá mudar um dia... 
...
Hoje mesmo muito triste como sempre, pelo menos consegui manter meu primeiro dia do #emagreceLua. Comi 500 calorias, tudo saudável, sem óleo, ou sal. Comi frutas, bebi quase 2 litros de água, e não tomei remédios, a não ser o antidepressivo, e um Buscopan para cólica. Queria ter tido ânimo para fazer exercícios, mas não rolou... Tentarei me esforçar mais amanhã. 

Lua


21 de julho de 2016

Plano: Emagrece Lua ( Emagrece gorda -.- )




Plano: Emagrece Lua 
Duração: 30 dias 

Fase: Auto conhecimento /  10 dias - 
x frutas
x legumes
x verduras 
x Exercícios : pelo menos 3 vezes na semana 

Fase: Exercirtar a força/ 10 dias -
x Consumir uma maçã por dia
x Fazer pelo menos 1 jejum na semana
x Beber uma xícara de chá de por dia
x Exercícios: pelo menos 2 vezes na semana 

Fase: Sem dor sem ganho/ 10 dias 
x Beber chá verde todos os dias
x Não pode comer massas 
x Dieta líquida uma vez 
x Dieta Mono uma vez 
x Um jejum 
x Fazer exercícios dia sim, dia não 

Observações: 
x Proibido comer qualquer tipo de pão nos 10 primeiros dias 
x Beber pelo menos um litro e meio de água
x Ler livros ao invés de ver tv
x Nunca comer depois das 19 horas
x Nunca comer duas vezes o mesmo alimento ( a não ser que seja fruta, exceto banana )
x Evitar qualquer tipo de fritura
x Evitar massas ( tipo macarrão )
x Não vômitar 
x Assistir televisão somente depois dos 18 da tarde
x Comer sentada na mesa
x Mastigar bem cada refeição
x Respeitar os horários
x Evitar o consumo de excessivo de Sal 
x Toda vez que postar algo no blog, escrever como foi os dias que se passaram!

Tentar perder por volta de 6 á 7 quilos - 

Ok, vamos tentar de novo...

Stay Strong


17 de julho de 2016

4° dia -.-

Bem... 
Algumas pessoas acham que remédio faz uma enorme diferença. Eu diria, depende. Como eu havia dito no post anterior, eu não falei sobre tudo. Afinal tinha um tempo na minha consulta, mas tenho retorno em breve. Eu já avisei o Duda, que não vou me entupir de remédios se não fizer nenhuma diferença. Afinal eu estaria alimentando mais vício idiota, e sem sentido. No dia em que eu fui para consulta, eu comecei a tomar o tal remédio. Senti coisas como: palpitação, sentimento de flutuar, distorção e parecia que eu estava meio que na nave. Tomei por volta das 12 da tarde, e as 17 fui tomar banho, e cortei o pulso todinho. Ok. Talvez não era para fazer isso, mas fiz, e caí na gargalhada enquanto a água levava o meu sangue vazio pelo ralo abaixo. Não consiga entender o motivo da risada, mas eu caí risada sem nem se quer saber, qual era maldita piada. Os dias que se passaram senti menos, mas senti todo dia. Tanto que sábado, eu tive de sair de casa, e parecia que eu ria de tudo. Mas não tinha motivo para tal coisa, então eu ficava mais séria. << não me pergunte o porquê >> Deve ter sido efeito do remédio, e juntou a tremedeira do café preto que havia tomado. 
Para ser mais sincera, eu me machuquei todos os dias. Tanto conscientemente, quanto incoscientemente... Olha só que bacana :) Algumas vezes a palavra morte, fica colorida, enquanto faço uma músiquinha indo para o banheiro. Eu comentei com o Duda, que estou me esforçando por causa dele. Porque se de repente, eu fizer alguma merda... Ele não se sinta culpado em achar que não conseguiu me ajudar. Um dos efeitos é a falta de apetite. No sábado fiquei por volta de 10 horas, sendo que, 5 horas fiquei em pé, corri na chuva ( porque eu me esqueci de levar o guarda chuva), e ficamos muito tempo em um ponto de ônibus, sem nem saber se o ônibus que precisavamos passava lá. Até que decidimos ( eu decide ) chamar um táxi. Ou até chegar em casa bateu por volta de 10 horas, e meu estômago nem se quer roncou. -.- Isso é bom, pelo menos vou tirar aproveito disso. 
O Duda me pediu para listar num post it, caso eu me esqueça... Os problemas que quero falar na próxima consulta. Porque, eu sabia que não ia sair tudo logo de primeira. Então na próxima vou tentar, falar mais do que eu falei. Mas por enquanto nada mudou, minha mente está completamente igual.. Mas compreendo que ainda não tenha tanto tempo assim, enfim, só queria atualizar sobre as coisas que andam acontecendo. 




14 de julho de 2016

1° Consulta com o Psiquiatra

Acordei cedo, o celular apitava e dizia ser 06:00 da manhã. Encarei ele, e me perguntei como as horas passaram tão rápido. Troquei meu pijama, e coloquei uma roupar qualquer. O duda estava feliz, estava muito animado, pelo que deu para notar. Eu, bom, não estava nem um pouco animada. Não senti fome, apenas um tremor esquisito. Saímos por volta de 06:50, ele demorou muito. Ainda por cima meu celular deu um baita bugue, mas nem isso me apavorou. Endereço nas mãos, vamos encarar o mundo. Senti os olhos de todo mundo em cima de mim no ônibus. Não liguei, apenas apertei a mão. No outro ponto, uma homem ( aparentemente bêbado) estava com um olho totalmente com cor de sangue. Fiquei assustada. O ônibus para chegar na tal clínica estava lotado! Senti falta de ter um carro. Eu queria chorar dentro do ônibus, mas engoli a seco. E coloquei as mãos no ferro da janela, que estava muito frio. Descemos na frente de um prédio, o lugar é bem bonito. É bairro de riquinho, sabe... Demoramos uns 30 minutos tentando achar a rua. Ele é meio tapado, e eu mal estava pensando em alguma coisa. Quando chegamos, uma moça na portaria me encarou. Eu disse que queria ir na clínica, aí sim ela sorriu. O lugar realmente me surpreendeu, é bonito o local. Bem limpo, e muito silencioso. Dei meus documentos, ela conferiu tudo, e nem se quer me olhou ( está era outra moça). Me sentei, o lugar tinha uns 5 pacientes. e eu nem me atrevi á encara ninguém. Apenas uma senhora que deveria ter uns 60 anos, extremamente muito magra. 

Quando ele me chamou, eu me levantei e o duda me acompanhou. Ele foi muito gentil, o tal Doutor Leandro. Ele disse coisas normais de ínicio, coisas que todos os médicos dizem. E quando ele me disse o porquê da minha ida, eu tirei o caso e mostrei os pulsos. Ele arregalou os olhos, e disse " você se corta " E eu apenas assenti com a cabeça. Me perguntou se eu tinha na barriga, ou em outro lugar, e eu disse que tinha nas duas coxas, totalmente lotada. Perguntas e mais perguntas, algumas de sim ou não, outras que ele queria ouvir uma explicação. Suícido, tristeza, isolamento, dor, angústia? Sim, sim, sim! ( Transtorno Alimentar ) nem se quer abri minha maldita boca, logo agora que eu estou conseguindo. Não falei tudo, até porque tenho outra consulta já marcada. Falei sobre as aranhas, letras, e a sensação de que algo está me espiando. Ele me encaro e disse, bom... Vamos analisar você, não se preocupe, vamos tratar disso. A primeira coisa é medicação: 1° Antidepressivo - de ínicio metade do comprimido porque é forte. E depois de 10 dias, 1 comprimido todo dia. << segundo o google e a bula, ele serve para tratar, depressão, toc, fobia social, sindrome do pânico>> 2° Antidepressivo - tomar quando estiver muito angustiada, ou ansiosa, ou qualquer coisa que me faça cair no limbo. << ele me disse para não tomar exageradamente, causa dependência >> 3° Um tipo Sonífero - tomar quando a insônia atacar. Os 3 são por dois meses, e tenho retorno em 40 dias. Se não me engano um dia após meu aniversário. << que parece ser tão potente, que ele disse que não posso tomar mais do que dois comprimidos>> 
Eu já tomei a primeira metade do primeiro remédio. Me deixou com uma sensação de flutuar no ar. E também senti uma palpitação, e enrolei as frases. E repeti várias vezes a mesma coisa. Os 3 remédios não se compram sem receita. E pasmem - o duda não me deixou com o remédio. Eu ainda não comprei os 3, ganhei uma amostra grátis do que vou ter que tomar todos os dias. Enfim, eu não estou confiante, e sinceramente não consigo pensar em nada... Vamos ver o que vai acontecer.




13 de julho de 2016

Amanhã é o dia ...

Eu ia deixar para vim aqui, depois da consulta com o psiquiatra. Quase não deu parar eu ir lá no médico, o meu cartão de passagem está zerado. E aonde é o tal médico, a passagem é caríssima. Mas eu tive que pedir para minha mãe, ou teria de desmacar, e marcar em outro dia. Mas o Duda ficou enchendo o meu saco, dizendo que não dava para esperar. Minha alma está profundamente doente. Eu mal saío de casa, e quando saío eu ando como um zumbi. As pessoas falam comigo, eu formulo a frase mas a boca não diz nada. Hoje mesmo eu tive que sair para resolver umas coisas, que minha mãe não consegue resolver. Eu andava e cada passo eu meio que cambaleava. Saí totalmente desengoçada e mal penteada, nem se quer escovei os dentes se querem saber. 
Eu me cortei várias e várias vezes nos últimos dias. Coxas, pulsos, que se dane o lugar... Eu coloco minha máscara de garota forte, e vou fingir para os meus poucos parentes. Mesmo com os cortes ardendo, ou doendo, que se foda a porra toda. Estou cansada e farta de tudo, minha mente não para. As aranhas que estão escondidas no meu teto, devem ter me envenenado enquanto eu dormia. Porque tudo que quero é que tudo isso acabe. Estou magoando profudamente o duda. Ontem ele chegou da igreja, e viu uma fita dessas de curativo. ( porque eu idiota esqueci a droga da fita em cima do roupão) quando reparei, já era tarde demais. Encarei o livro que eu estava "fingindo ler", ele pegou no meu braço com carinho. Mas puxei com toda força, e afoguei a cara no livro. Ele disse baixinho " você se mac..." eu não respondi, ele me encarou descendo o livro da minha cara, e eu tornei a enfiar ainda mais o livro na minha cara nojenta. Ele insistiu, e eu disse que sim. Ele se ofereceu para fazer um curativo, mas eu disse que não queria. Ele saiu, meio tonto, e eu disse "obrigado" baixo demais, nem sei se ele ouviu. Ele desceu as escadas, e ouvi ele mexer nas panelas. Eu chorei sozinha, enfiando a cara no livro, até que ele arranhasse meu nariz. Sequei as lágrimas, e tentei ler. Acordei no meio da madrugada assustada, e ele já estava na cama. De manhã quando fui fazer café, ele lavou toda a louça, varreu a cozinha, e limpou o fogão. Ou seja, ele realmente se entristeceu, porque ele sempre faz isso quando está triste. 
Passei o dia quieta, não havia nada para ser dito. Ele saiu as 07:50 para a campanha de oração na casa da mãe dele. E eu sai com a minha mãe. Quando eu cheguei, ele tinha limpado os quartos, tinha cheiro de lavanda. Me perguntou como estava meu pulso, e eu engoli a seco. Não sabia o que dizer, então dei de  ombros. Novamente no banho fiz a mesma coisa. Me pergunto porque sou assim, porque não sei lidar com nada. Nem mesmo sentimento de felicidade ( que sei que é algo raro), eu simplesmente não sei lidar. Quem vê pensa que me machuco somente por tristeza. Mas não é. Mesmo quando estou apática, eu me machucava/e me machuco. É como se qualquer tipo de sentimento, não fizesse sentido para mim. Eu queria saber aonde foi que me perdi... Mas não sei se quero ou vou me achar.
Desculpe pelo texto enorme, amanhã não sei vou aparecer por aqui. Até porque não sei como voltarei de lá. Mas venho lhes dizer como foi.  O link é de um canal de música que é simplesmente minha vida. Para quem gosta vale á pena, ouvir...



Escute clique Aqui.


12 de julho de 2016

Lacrimosa

Em meio a palavras cheias de mentiras, e gordura espalhada nas paredes brancas. Me vi sozinha, vazia, sem nada, apenas dor... Meu coração se enchia de escuridão, tudo me vinha a cabeça. O caos  estava por toda a minha mente. Tento andar pelo quarto, mas estou tranca em uma caixa cheia de espetos. A cada passo meu coração está sendo espetado, empalado, o chão frio machuca meus pés. Eu estou a ponto de ter um enorme colapso. Retiro o bracelete preto, ele está colado no pulso dos últimos cortes. Rasgo meu próprio pulso, eu sinto misto de dor e alívio. Não era para ser assim, não era para eu ser assim. Não consigo fazer nada direito ( enquanto resmungo, meus dedos trabalham com a lâmina enficada no pulso ) você não faz nada direito não é Lua, você gorda, feia, inútil, retardada, uma droga de uma vadia nojenta, que não faz porra nenhuma, você deveria rasgar essa sua barriga e deixar suas tripas caídas no chão frio. Eu choro, eu fico enjoada, não sei o que fazer, só sei que tudo eu quero é morrer. 
" Ela enrola meus braços com sua calda cheia de espinhos. Gotas se espalham no ar, sangue por todo lado. Cambaleio, até meu quarto. As aranhas saem de seus buracos, e eu as vejo rápidas, e feroz. Olhos e promessas escritas nas paredes do meu quarto. O duda não consegue ver, nem minha mãe consegue ver. Os espinhos estão envoltos nas minhas pernas. Eles coçam, e me da agonia de ver. Corto um pedaço de daquele negócio que envolve as drágeas. Tento retirar os espinhos, mas tudo que faço é em vão. Eles não sair, eles estão me envenenando. Ela quer me matar, ela já retirou metade de mim, e quer levar o resto. Os monstros dizem baixinho que estou ficando louca. Eles colocam vendas nos olhos do meu marido, nos olhos da minha mãe. Ninguém me vê, ninguém me enxerga. Não existe Lua, não existe esposa ou filha. " -- Infelizmente o que digo entre aspas é realmente real, desde criança eu me machuco tanto porque eu quero, tanto porque não quero. No meio disso: eu já cortei minhas pernas com aqueles papéis que envolve as drágeas, já enfiei uma agulha no meu ouvido, no qual sangrou por 1 mês, e eu nunca contei para minha mãe; já cocei até sangra meu couro cabeludo; já cocei o nariz até sangrar; já abri várias feridas na pele. Eeu não sei o que há comigo, só sei que sou assim desde que me entendo por gente --- 
" Em um dia eu estava em minha cama. Cansada, já havia chorado algumas horas atrás. Pensando em tomar qualquer coisa para me aliviar de toda a dor. Encarei a parede, e me vi -- Chorando, jogada no chão. Desesperada, o medo espalhava nos meus olhos. A tesoura que minha mãe ganhou, parar aparar os pelos da cachorra estava ao meu lado. Ela é enorme, afiada, e prateada. Eu peguei e enfiei no meu pulso esquerdo. Ele já estava detonado, e a tesoura transpassou, fazendo um furo enorme no meu pulso. Eu fiquei apavorada no momento que o sangue saia. Mas de repente meus olhos se encheu do imenso vazio. Me assustei com o Duda chegando, e pisquei o olho, tudo despareceu e eu não vi mais nada. Eu fiquei encarando a parede, com ele dizendo - Hey o que você está olhando - Mas eu não respondi nada. Não há o que dizer, só uma coisa a ser feita. Quando eu não sei, mas a tesoura e toda a merda que está na minha cabeça, me espera... " -- Isto aconteceu alguns dias atrás, desde então não me sai da cabeça, a mesma cena que vi --  Embora eu seja deste jeito, eu nunca machuquei ninguém. Nem mesmo aqueles que me fizeram um mal enorme, eu nunca revidei. Mas incoscientemente, e conscientemente eu provavelmente me odeio




8 de julho de 2016

Compulsões. ( Nunca desistir de emagrecer)

Eu  queria poder entender o que se passa dentro da nossa mente. Digo, porque sabemos que comer nunca resolveu coisa alguma. Mas desde que a primeira bolacha entra na nossa boca, perdemos o controle, e comemos tudo.  Afim de que a tal comida preencha algo que nós não consiguimos preencher. É triste, mas é a verdade. 
Minha cabeça está gritando no último volume o quanto sou fraca. E o quanto as pessoas dão risada de mim, enquanto vêem entrando no meu próprio buraco pessoal. Eu sei que talvez minha falta de controle alimentar, seja devido a depressão ( ou seja qualquer merda eu sou ou tenho). Mas a verdade é está, e dela eu não posso fugir. Eu desisti antes mesmo de chegar o dia 01 de julho. Eu disse ontem para minha amiga ( Mandy ), e eu sei que estou dizendo a verdade. Eu pensei " talvez eu seja fraca mesmo e que ser magra, não seja pra mim". Eu me forcei a crer nessa frase, e desandei a comer. Alguns dias normalmente, e outros compulsivamente. Algumas pilhas de comida, e lâminas para descontar aquilo que fiz. Resultado final: 68 quilos em cima de um 1,70, com pulso totalmente acabado. . Eu não preciso de um ladrão, ou assasino para me matar. Eu mesma dou cabo de mim, eu mesma posso me torturar. Isso é um fato. Eu pensei em deixar tudo de lado, e desistir de qualquer coisa. Porém eu me fiz um trato, um daqueles que você entra e não pode sair << não fiz pacto com demônio não, ele tava ocupado demais para mim >> Hahaha. No. Eu me fiz um trato que não pode ser desfeito, já que o trato não depende só de mim. . Se fosse só de mim, este peso iria pular para 78, vai vendo. Eu e minha amiga, fizemos um trato de nunca desistir de tentar pelo menos emagrecer. Ou seja, posso me bater o quanto for, mas desisti pro peso pular pra 78,  NEVER. 
A primeira vantagem é que pelo menos 3 dias, estou conseguindo me controlar. A segunda vantagem é que não estou contando calorias. Entedam... Chega um momento que contar calorias não ajuda, e que ansiedade ultrapassa qualquer coisa, e ficamos apenas contando migalhas. Eu estou apenas querendo comer pouco, e comer coisas que me faça bem. Não fiz nenhuma restrição, estou apenas levando o dia da melhor maneira possível. ( Aprende com a D. e com essa minha Amiga -- Valeu D. ) Vamos ver como vou me sair no próximo dia de pesar. A Bulimia está cantando alto na minha cabeça. E como ela é uma doença muito cretina, vejam só: Eu tive dias de compulsão, no qual eu não miei, e nem tomei laxantes. Ontem, eu estava super bem, tomei iogurte batido, e eu queria miar. Tá vendo como a Bulimia não é tão legal assim?  
Eu sei que ninguém acredita que eu vou chegar nos 45. E para ser muito sincera eu também não acredito, mas enquanto eu estiver "viva" eu continuarei a lutar. Não vou deixar este peso subir, pelo contrário lutarei até meu último folêgo de vida para ele abaixar. E ainda que um dia eu morra, pelo menos saberei que de ser magra eu nunca desisti. || Obs: O blog de diário alimentar, será desativo por um tempo. Eu voltarei a colocar meus dias no Gadget do lado esquerdo. Ou abrirei um página, aonde vou dizer se o dia foi bom ou não. Para caso alguém queira acompanhar. Já que não tem como eu postar todo dia. 



5 de julho de 2016

Rotina

Não tem nada de novo, ou seja me faz ficar mais longe daqui. Não adianta falar as mesmas coisas, fica cansativo para vocês, e fica cansativo para mim. Eu continuo no mesmo buraco. Lágrimas no fim do dia, tardes vazia sem graça e boba. Algumas recaídas, cortes, remédios, alucinações e toda coisa que vocês lêem aqui neste lugar. 
Infelizmente minha vida não é badalada, legal e divertida. E nem adianta eu mentir pra mim mesma, ou para vocês. No sábado fui forçada a sair de casa, fazia tempo desde á última vez que fui andar pelo centro. Mudou muita coisa, o centro está uma calamidade. Tudo muito sujo, e vários moradores de rua. Me deu vontade de chorar em ver aquelas pessoas daquele jeito. Para ser específica, eu estava perto da Galeria do Rock. Minha tia queria um tênis, que só vende por lá. Estava cheio, e voltei com dor nas costas e um par de tênis que ela se ofereceu gentilmente em me dar. A única coisa de diferente foi esse dia, de resto foi todos os dias iguais. E não me importo, gosto de rotina e na minha atual fase, qualquer mudança já o suficiente para eu querer bater a cabeça na parede. Minha alergia tem ficado cada dia pior, espirro, coriza, nariz entupido, garganta coçando prazer Lua. Eu me sinto meio pressionada já que dia 14 está chegando. Mas estou ignorando todos os pensamentos, só para poder sobreviver. Já que estou numa corda bamba. Enfim, já vou indo. Estou com uma dor de ouvido que não é de deus.... Obs: Amanhã leio os blogs de vocês, hoje não leio porque tô meio grogue da porrada de remédios que tomei. 

2 de julho de 2016

Os olhos são a janela da alma...


Duda: Quando vejo você sorrir, ou jogar conversa fora... Fico tão feliz, mas quando reparo nos seus olhos. Vejo que tudo isso é apenas um momento, porque dentro dos seus olhos vejo que você está destruída. 
Lua: .....